A Comissão Científica convida à apresentação de resumos sobre investigação, políticas e práticas inovadoras nas interfaces entre o ser humano, os animais, as plantas, o clima e o ambiente. Os candidatos só podem escolher um (1) tema. O comité do programa reserva-se o direito de transferir os resumos apresentados para outros temas. São bem-vindas as submissões no âmbito dos quatro temas seguintes, bem como a sua correspondência com os temas sugeridos/esperados:

1.Impactos das mudanças climáticas na incidência de doenças transmissíveis e não transmissíveis

Aumento das infeções de origem hídrica e alimentar; risco acrescido de transmissão de zoonoses; perturbações nos serviços de saúde causadas por fenómenos climáticos extremos; enfraquecimento dos sistemas de vigilância; intensificação das vulnerabilidades em comunidades que já enfrentam desafios relacionados com doenças infecciosas. A poluição atmosférica agrava as doenças respiratórias crónicas; as ondas de calor aumentam os riscos cardiovasculares; a insegurança alimentar induzida pelo clima contribui tanto para a subnutrição como para a obesidade; impactos na saúde mental decorrentes de catástrofes climáticas repetidas; vias interligadas que demonstram como as alterações climáticas amplificam os encargos de saúde existentes e a necessidade de sistemas de saúde resilientes às alterações climáticas e de políticas integradas que abordem tanto as doenças infecciosas como as crónicas.

2.ONE-Health (Uma Saúde) no contexto das mudanças climáticas e da saúde

A abordagem One Health proporciona um quadro para a previsão, prevenção e resposta integradas a ameaças à saúde sensíveis às mudanças climáticas; os sistemas de vigilância conjunta, a partilha intersectorial de dados e os mecanismos integrados de alerta precoce reforçam a preparação para surtos provocados pelo clima e riscos ambientais; o uso do solo, a perda de biodiversidade e as práticas agrícolas influenciam o surgimento de doenças; os sistemas alimentares resilientes às mudanças climáticas reduzem tanto a malnutrição como os riscos zoonóticos; o conhecimento comunitário e indígena para complementar as abordagens científicas; as necessidades de reforço de capacidades para equipas multidisciplinares e o papel da One Health nas estratégias nacionais de clima e saúde.

3.Educação, comunicação, alfabetização e o papel da comunidade nas mudanças climáticas e na saúde

Reforçar a capacidade das pessoas para compreender os riscos relacionados com o clima e tomar medidas informadas para proteger o seu bem-estar; desenvolver a literacia em matéria de clima e saúde nas escolas, universidades e programas de formação profissional, bem como capacitar as comunidades através de informação acessível e culturalmente relevante; formação em saúde pública, formação médica e alterações climáticas noutros programas curriculares; traduzir evidências científicas em mensagens claras e exequíveis, especialmente durante eventos meteorológicos extremos («alerta precoce para todos»); combater a desinformação, recorrendo a mensageiros de confiança e adaptando as mensagens aos grupos vulneráveis; inovação e métodos de aprendizagem participativos que ajudem as pessoas a antecipar e a responder a ameaças à saúde relacionadas com o clima; reforço da capacidade institucional para lidar com fatores de stress climáticos; parcerias intersetoriais para garantir que as mensagens sobre clima e saúde sejam coerentes, inclusivas e alinhadas com as estratégias nacionais de adaptação.

4.Saúde digital e outras inovações para fazer face às mudanças climáticas e à saúde

Inovações e ferramentas de saúde digital destinadas tanto a mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde como a reduzir a pegada ambiental dos sistemas de saúde; tecnologias (telemedicina, aplicações móveis de saúde, registos de saúde eletrónicos, monitorização do ambiente interior e dispositivos vestíveis) para melhorar a implementação de medidas de mitigação e adaptação; redução das emissões de carbono através da redução de deslocações desnecessárias e da optimização da utilização de recursos; melhoria do acesso à informação de saúde, possibilitando cuidados à distância durante fenómenos meteorológicos extremos e apoiando a continuidade dos serviços quando as instalações de saúde são afectadas; saúde digital a contribuir para sistemas resilientes às alterações climáticas, reforçando a vigilância, apoiando mecanismos de alerta precoce e melhorando a capacidade de resposta a emergências; ferramentas digitais para monitorizar o consumo de energia, reduzir o desperdício e adopção de práticas mais ecológicas; programas de telessaúde sensíveis às mudanças climáticas.